EUA - Relatório 1
Bom, vamos começar com a partida. Saí do Brasil, do aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, numa segunda-feira, dia 19 de agosto de 2013, às 21:55h.
Foi a primeira vez que entrei num avião. A sensação que tive quando o veículo deixou o solo foi de entusiasmo e medo. Confesso que fiquei rezando até ele se estabilizar no céu. Ver o mundo lá de cima é incrível. Passar por entre as nuvens é mais incrível ainda. Anadr pelo aeroporto com as malas num carrinho de metal me fez sentir uma estudante de Hogwarts em Kings Cross, esperando pelo Hogwarts Express na Plataforma 9 1/2 ^^
Peguei três aviões da American Airlines. Um grandão, outro médio, e por fim um American Eagle, que é tão pequeno que só tem uma poltrona de cada lado. Esse foi o que me deu mais medo... E o que me causou a maior pressão no ouvido.
Por fim, cheguei ao meu destino às 14h do dia 20 de agosto de 2013.
Cheguei com mais 3 brasileiros, uma menina de Manaus, e dois de Curitiba.
Meu destino final foi a cidade de Syracuse, localizada no estado de Nova York, considerada pequena pelo número de habitantes, mas na minha visão, gigante pela extensão territorial.
Foram duas americanas nos buscar no aeroporto.
Fomos super bem recebidos!!! As duas mulheres nos ajudaram a carregar todas as malas e a colocar num carro tão grande que é tipo uma mini van aqui. É enorme o carro, mas no lugar em que costuma ter 3 assentos no Brasil, nesse tinha 2. Enfim, super confortável, mas um desperdício de espaço.
Minha primeira grande impressão foi o espaço urbano daqui. Ruas tão largas, que mesmo com 3 faixas de rolamento por mão da via, não conseguem impedir que haja um congestionamento no trânsito.
Tudo aqui é muito amplo e longe. Me lembra muito Brasília. E quase todo mundo tem um carro. Dizem que é muito barato ter um aqui. Mas o preço da gasolina não é muito diferente do Brasil. Muito cara...
O trânsito me lembra BH. Apesar de a cidade ser bem plana, eles têm viadutos para diminuir os congestionamentos. Os semáforos ficam pendurados em fios nos cruzamentos. São muitos semáforos!!
A quantidade de verde é impressionante. Todas as casas e edificações que eu vi possuem jardins enormes na entrada. E não existem muros. Tem uma parte residencial, que separa o Campus sul da cidade. Na verdade, existe uma outra distinção entre o campus e essa parte residencial: um cemitério enorme.....Todas as pessoas são enterradas no chão, como nos filmes. Existem as lápides com os nomes das famílias, e o cemitério parece ser bem visitado. Vi muitas flores em frente às lápides.
A área residencial é enorme... e claramente prova que a Vila Gianetti, na UFV, foi inspirada no urbanismo americano, porém, com casas de planta moderna.
São aquelas casas de filmes.... sem cerca, sem muro, com belíssimos jardins... e uma calçada igualzinha a da vila Gianetti. Acho que deve ser o lugar que o pessoal corre e faz caminhadas, como nos filmes.
O estilo das casas.... inspirado no clássico, com frontões e colunas gregas... telhados inclinados para não armazenar a neve em períodos frios.
No centro da cidade estão todos os prédios comerciais famosos... Wall Mart (onde tudo é mais barato) e a Dolar Tree, que é uma loja onde tudo pode ser comprado por apenas 1 dólar =)
Claro que foi lá que eu comprei mais coisas.... brasileira sustentada apenas pelo governo deve economizar sempre!
No Wall Mart eu fui perceber com mais clareza o sentido de que saúde nos Estados Unidos é muuuuuito caro. Eles vendem muitos óculos de grau. Vc pode comprar qualquer um, sem receita médica!!!
E realmente, o que é 10,00 reais no Brasil é 2,00 dólares aqui. Claro que a gente acaba se sentindo os ricos, por finalmente poder experimentar o que tem de mais caro na Seção de Importados do Supermercado Explora! Ou melhor, Escola... Aquela batata que vem num canudo é 1,50 dólares aqui!!! E foi a primeira vez que comprei Nutella!!! Achei daquela bala Wonka Mauri!!! Mas ainda não comprei.
A seção de sapatos do Wall Mart.... cada um mais estranho que o outro! Muitos com gliter, fuorescentes... Os unicos (pretinhos básicos) que achei bonitos, são tão ruins que parece que vao desmanchar na sua mão. Baratos, mas em contrapartida muito ruins!!! E bregas.
As camisas.... bom, todo mundo aqui parece que compra o dobro do seu tamanho. As americanas gostam de blusas bem compridas... parecem pijama mesmo!! Não sei se vou conseguir usar umas dessas... mas já ganhei uma do Inglish Language Institute.
A temperatura....
Bom, aqui está tão quente que não consigo acreditar que essa é a cidade que mais neva dos Estados Unidos!!! Meus pés e mãos estão inchados com o calor... Um calor latente e meu cabelo, acho que terei que lavar todos os dias... E os estacionamentos enormes são todos a céu aberto... não tem uma arvorezinha pra sombrear!!
Meu quarto tem uma janela que abre, mas tem uma tela que não deixa passar o ar.... Está muito quente aqui. Os prédios em geral possuem todos ar condicionado (no meu quarto tem 2, do lado das duas camas). Eles devem ser ligados só no inverno. Os prédios que tem ar condicionado funcionando no verão são muito gelados... Eita choque térmico!!!
Graças à Deus, fui muito bem acolhida aqui. Todos que eu conheci foram muito simpáticos!!! Têm até paciência com meu inglês sofrido.... está sendo muito difícil me comunicar. No final minha cabeça até roda de tanto que me esforço pra prestar atenção e entender o que eles dizem. Hj dei um vexame que nem consegui achar graça... eu tentando explicar que queria encontrar um ferro de passar roupa no supermercado: "A macchine to pass clothes" Saiu uma merda!!!
Mas mais simpáticos que os americanos que conheci foram os chineses e japoneses. Tão educados!!! E simpáticos tbm! No programa tem tbm umas pessoas da Arábia, inclusive um casal de lá. A mulher cobre os cabelos com um lenço.
Tem um edifício islâmico aqui.
Meu quarto é mais espaçoso que eu imaginava. Tem duas camas. Na verdade dois colchões sobre um estrado muito alto de metal. Quando subo nela, não consigo tocar com os pés o chão. A cama ta difícil de acostumar. Parece um balão inflável por causa das molas. Tem dois guarda roupa, que não têm porta de madeira. Apenas uma cortina de pano. Dentro dele não há gavetas nem prateleiras.
Duas escrivaninhas, e duas cômodas com gavetas, graças à Deus!!
O piso é de carpete. Que minha alergia não se manifeste.
Acabei de perceber que a americana que vai morar comigo (não a conheço pessoalmente ainda) comprou um TV (grande) por apenas 10,00 dólares!!!
Outra coisa difícil de acostumar! Todas, todas as portas são saída de incêndio. Todas abrem para fora, e têm aquela mola de trava. É muito chato ficar puxando e segurando aquilo o tempo todo...
O prédio onde eu moro tem apenas quartos que dão para o corredor. E um espaço que chamam de Lounge, que tem mesas, sofás (no térreo tem uma mesa de sinuca) e uma pia. Tem tbm um microondas para todo o andar (acho que deve ser pouco). Tem duas lavanderias pequenas por andar, e dois vestiários coletivos (unissex). A parte do banho é junto ao sanitário, separada por uma cortina transparente.
Não existe área para secar roupa. Tem máquinas que fazer tudo: lavam e secam por 1,50 dólares. Difícil vai ser para nós brasileiros que estamos acostumados a lavra peças de roupas separadas... A lavanderia ficaria uma fortuna. Não existe sabão em barra para lavar roupas. O sabão comum aqui é um líquido que parece detergente, que vc joga na máquina acho...
Como estou cansada e preciso dormir, amanhã termino meu relato.
Está sendo difícil me acostumar à nova vida... longe da minha família dos meus amigos, comendo coisas doces que me dão vontade de vomitar. Até agora não comi nada completamente salgado. Até a bolacha que comprei, que pensei que fosse tipo Salpet tem algo de doce nela...
E difícil tbm me comunicar. As pessoas não vão ter paciência comigo sempre. E a gente cansa de ficar se esforçando o tempo todo pra tentar entender o que eles dizem =(
Enfim, seja o que Deus quiser!!!!
KKKKKKKKKKKKk, Ligi hoje deu tempo de ler seu blog!
ResponderExcluirRi do começo ao fim! tinha que ser brasileira mesmo! Além disso termos como, Supermercado Explora, Balas Wonka Mauri (foi o melhor!)são super específicos! Acho que um leigo nem saberia o que isso! Mas a história do ferro de passar não vai passar nunca! Podia ter falado só iron, era mais fácil. Boa sorte, porque agora vc não é Bigbig é chiclete americano!