New York, NY - EUA - Relatório 52
Segunda Visita a New York City
Depois de um longo tempo sem escrever, finalmente tirei um break....
Eu deveria começar falando da minha experiência acadêmica na universidade, mas preciso relatar a última viagem que fiz antes do meu último semestre em Syracuse começar, e talvez minha última viagem até eu voltar pro Brasil.
Uma semana antes do meu primeiro e último semestre acadêmico em Syracuse começar, retornei a NYC em uma pequena viagem para despedir do Bananeto. Eram os últimos dias dele aqui nesse país, e eu estava doida para dar uma volta pela Times Square com ele e ver seus olhos brilhando com todos aqueles outdoors. Sempre pensei que NYC era a cara dele, e o faria suspirar por toda aquela vida agitada, cheia de programas caros para fazer e mil pessoas para conhecer...
Acho que me enganei um pouco.
Foi uma viagem inesquecível. Literalmente.
Eu já tinha visitado quase todos os pontos turísticos da última vez que fui lá, então essa foi uma viagem interessante porque me senti meio que adaptada ao lugar. Conseguia pegar o metrô e chegar a qualquer lugar que eu quisesse ao alcance do meu mapinha offline... então, me senti meio que mais adulta por poder caminhar quase que sem medo numa das maiores cidades do mundo.
Banana e eu ficamos hospedados num hostel perto do Central Park. Foi mais caro do que eu podia pagar, mas foi uma experiência bem diferente... O maior público do hostel era de estudantes da minha idade. Tinha tantos brasileiros.... queria ter sido uma pessoa mais aberta para conhecer gente diferente, porque essa era a experiência mais interessante do hostel. Geralmente quem ficava lá, era bem aberto mesmo... sentia falta de pessoas desconhecidas me cumprimentarem, sorrirem...
Mas antes que eu realmente entre em detalhes sobre a minha estadia em NYC, gostaria de fazer uma parênteses para uma coincidência louca (e eu adoro coincidências). Bom, eu queria aproveitar ao máximo que pudesse os meus 4 últimos meses nos EUA, então, no dia anterior à minha viagem, depois de pegar o meu "diploma de graduação em inglês", fui pra casa de uns amigos, e ficamos comendo barbecue a tarde toda. Então, eles decidiram ir pra uma boate que eu sempre fui louca pra conhecer (a mais próxima de Syracuse, e que fica a 40 min de carro do main campus). Eu sabia que teria que me mudar cedo na manhã seguinte, e antes disso terminar de empacotar as minhas coisas, e depois viajar pra NY. E meus planos era de passar a primeira noite lá em algum lugar legal que encontrasse com o meu amigo. Ou seja, se eu fosse pra boate, seriam 2 noites praticamente sem dormir. Mas era a última vez que veria dois amigos (super normais e estranhas essas despedidas quando se está em outro país). Então, decidi ir com eles para a boate. Foi ótimo!!! Dancei até cansar, e tocaram Kuduru =) Saudades do Brasil....
No dia seguinte à tarde, quando peguei o ônibus pra NY, estava morta de cansaço. Tentei dormir no ônibus, mas não funcionou muito. Então comecei a conversar com o vizinho do lado. Fiquei com vergonha quando percebi que ele não entendia muito bem o meu inglês.... poxaaa... um ano morando e estudando inglês aqui e até então as pessoas não conseguiam me entender!! Perguntei de onde ele era, e ele disse que de algum país da América Central. Então, percebi que na verdade ele que não entendia inglês muito bem. A parte engraçada foi eu tentando falar em espanhol daqui até NYC.... tava mais do que enferrujada... A coincidência apareceu quando ele começou a me mostrar as músicas que estava ouvindo, e disse que era fã de uma dupla de músicos brasileiros. Fiquei imaginando que banda era famosa fora do meu país, e meu queixo caiu quando ele me mostrou uma playlist do Zezé di Camargo e Luciano cantando em espanhol!!! Quem diria.... eles foram super famosos no país dele nos anos 90... Achei engraçado porque muita gente me chamaria de brega hoje se eu dissesse que gosto de ouvir Zezé, mas eles foram famosos em outros lugares.... daí, fui ouvindo Zezé em espanhol até NYC. =) Imagine a cena: começou a tocar "É o amor", e eu e um estranho começamos a cantar um em português e o outro em espanhol num ônibus onde todo mundo só entendia inglês.... deve ter sido hilário! Descobri que aprecio bastante esse sentimento de liberdade e a possibilidade de conhecer novas pessoas por aí... logo eu que sempre fui muito tímida...
Em NYC ajudei ele a descobrir que metrô pegar pra casa, e fui pro hostel me encontrar com o Banana. Foi tudo corrido. Mal tomei um banho, comi, e lá estávamos eu e Banana às 1h da madrugada caminhando em Manhattan a procura de um lugar interessante pra entrar...
Para minha surpresa e alegria, passamos em frente a uma boate em que estavam tocando música indiana. Minha alegria deve ter chamado a atenção dos recepcionistas que disseram que se quiséssemos entrar, eu não pagaria nada, e Banana pagaria 20 dólares. Nem acredito que ele entrou comigo!! Banana sabia que eu costumava passar horas assistindo vídeos de Bollywood, e decidiu me proporcionar essa experiência. Entramos,e dançamos a noite toda. Foi incrível!!! Tenho que dizer que amo música indiana... pensei que tava dançando como uma verdadeira indiana, até que duas originais dançaram uma música no final, e percebi que minha noção sobre eles era completamente distorcida... acho que paguei um mico, mas quem se importa?
Foi incrível!!
No dia seguinte, decidimos visitar o High Line Park... na verdade, eu decidi pro Banana, porque como um futuro arquiteto, ele não podia deixar de visitar essa obra maravilhosa... A experiência foi bem diferente do inverno... estava muito mais lotado de turistas, que ficavam disputando pra sentar nos bancos e tirar fotos...
Essa sem dúvida foi a melhor que tiramos no High Line...
Depois da nossa visita ao High Line, decidimos ir conhecer o Empire State, mas ficamos só com uma foto da fachada e uma do primeiro andar... era extremamente caro subir lá pra ver NY do topo...
O nosso próximo ponto de parada foi o Bryant Park... achei simplesmente incrível como as pessoas usam esse espaço atrás da biblioteca... é como um refúgio no meio de todos os edifícios de NY, onde vc pode parar, respirar e fugir do stress enquanto deita na grama, aproveitando os últimos raios de verão, ou toma um vinho em um quiosque... ou até mesmo assiste apresentações culturais públicas.
Meu modelo sem querer...
Continuamos as nossas andanças pela Times Square... mas desta vez não achei tão interessante como na primeira. Acho que o natal fazia as coisas ficarem mais "românticas".
Não lembra a rua dos Beatles todos esses passos sincronizados na faixa de pedestres?
O resto desse dia é algo que vai ficar gravado na memória também, mas sem fotos...
No dia seguinte, acordei cedo para visitar mais uma vez a linda Brooklyn Bridge...
E desta vez, não perdi a oportunidade de tirar fotos dos bichinhos do metrô que sempre chamaram minha atenção na minha última viagem...
Cada um deixando a sua marca na ponte...
Só um pilotis que me chamou atenção...
Mais uma vez em China Town...
E eis que por acaso me deparo com o famoso prédio do Foster em NY por acaso...
Simplesmente maravilhosa essa vista...
Cascata artificial construída para estudos do impacto de uma real no ambiente.
Uma vista da cidade ao redor...
Tem horas que da para esquecer que se está no centro de NY... em outras, isso fica bem evidente. Uma das mágicas de Olmsted.
Playground para as crianças
Outra visita à Grand Central Station
E uma vista diurna da Times...
Sempre lotada




















































































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