Syracuse, NY - EUA - Relatório 13

Primeira missa

Domingo passado fui na minha primeira missa nos Estados Unidos. Claro que fiquei me sentindo como no século XVIII, quando a missa era celebrada em latim, e de quebra ainda paguei um mico justo com o padre.
Fui sozinha pro Main Campus. Olhei no mapa pra saber onde era a igreja, antes de sair de casa. Peguei um ônibus, e descendo no campus central, fui seguindo o mapa na minha cabeça. Foi bem simples encontrar a igreja. Ela tem uma abertura de vidro em forma de cruz. Mas a entrada é um pouco diferente. Tem um hall central, e vc entra pela direita. Como eu não sabia exatamente onde era, segui uma menina que usava um véu preto na cabeça. Devia estar indo à igreja. Ao mesmo tempo, fiquei receosa de não me permitirem entrar, porque eu não estava de véu. Mas depois percebi que só ela estava usando e fiquei aliviada. Quando eu cheguei, faltavam menos de 10 min pra missa, e não tinha ninguém. Os americanos são muito pontuais. Não se adiantam, nem atrasam.
Depois o pessoal foi chegando, mas não lotaram a igreja. Acho que não devem ter muitos católicos aqui. Minha professora de inglês me disse que os italianos é que são em sua maioria católicos nos Estados Unidos. Sentei na última cadeira, pro caso de a missa ser um pouco diferente do Brasil, eu não ser o foco das atenções. Queria passar despercebida. O ritual é realmente o mesmo do Brasil. A grande diferença está nas músicas. Elas parecem uma mistura de hino nacional com aquelas canções natalinas dos filmes de Hollywood. São muito animadas, e o moço que estava cantando tem uma voz maravilhosa, e toca piano muito, muito bem. Nunca vi pessoalmente alguém tão rápido num piano.
No momento do ofertório, foram passadas duas cestinhas pra recolher o dinheiro nos dois aglomerados de cadeiras. Eu fui a última a pegar uma das cestas e não sabia o que fazer com ela. Olhei pro moço do lado oposto e vi que ele tinha deixado a cesta na cadeira. Fiz o mesmo. Então percebi que o padre estava nos chamando lá na frente. Demorei alguns segundos pra perceber que ele queria a cesta. Então, peguei e levei-a até ele. Acho que o moço com a outra sexta também era estrangeiro, e freshman, como eu, pois ele também não sabia o que fazer. Entreguei a cesta pro padre, e ele me pediu pra fazer alguma coisa que eu não entendi. Olhei com cara de que não tava entendendo e ele repetiu. Eu fiquei tão sem graça, e disse pra ele que não falava inglês. Aí o padre disse que estava tudo ok, e um moço se levantou e foi pegar o óleo e outras coisas que estavam numa cadeira no fundo da igreja. Então era isso que o padre queria.
Sentei na minha cadeira de novo e fiquei quietinha até a missa acabar.
Outras coisas que são diferentes do Brasil é que não tem coroinhas na missa, e os ministros da Eucaristia compartilham a hóstia e o vinho com todos que estão na missa. O vinho é branco, e todo mundo bebe da mesma taça.
No final da celebração, o padre pediu pro moço do piano tocar uma música, e quase vi o padre dançar. A música era tão animada!!! Acho que já ouvi a melodia em alguma coisa... mas não lembro onde. Foi um momento de descontração, e a maioria das pessoas começou a sorrir. No final, o padre cumprimentou todo mundo que foi saindo em fila. Acho que ele deve conhecer todos, porque não devem ter muitos católicos na universidade. Ele apertou a minha mão e perguntou meu nome, e de onde eu era. Parece ser um padre muito simpático.
Foi uma boa experiência, mas não pude evitar de responder mentalmente as orações em português durante a celebração. Gostaria que da próxima vez tivesse um panfleto pra eu ler e aprender os responsórios em inglês

Interior da igreja na qual eu assisti minha primeira missa nos Estados Unidos

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